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Ilha Tropical
Hoje sonhei que estava numa ilha,
Como a encantada Ilha dos Amores;
Onde todos os dias o Sol brilha,
E há frutos tropicais de mil sabores.
No tapete de musgo que se trilha,
É suave a fragrância das flores;
E no azul do céu, que maravilha,
Esvoaçam aves, ostentando as cores.
Um riacho com água cristalina,
Desce rumorejando pela colina,
Lançando-se em cascata junto a um lago.
Neste cenário feito, por um mago,
Surgiste tu então, com teu sorriso,
E a Ilha transformou-se em Paraíso!
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Obrigado pela visita!
Mariawrote:
1 day ago
Aldaiza Azevedowrote:
2 days ago
Alpha Leninhawrote:
6 days ago
Mariawrote:
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June 29
─•ฟ є ภ α•─ .wrote:
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
“Clarice Lispector”
Beijoca com carinho e amizade. Boa Semana Mena
June 16
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June 26 Direito de Criança
Direitos de Criança
Tu tens direito, ó pequenino Ser, A ser feliz, com toda a segurança; De sorrir, de brincar e de crescer, Em bairro pobre ou berço de abastança!
E se a Humanidade quer viver Em clima de paz, de confiança, Terá que se esforçar por não esquecer Que do Futuro és afinal a Esperança.
Por interesses vorazes ou mesquinhos, Quantas vezes te roubam os carinhos De que careces p’ra poderes voar;
Atrofiando assim o teu destino E fazendo de ti, pobre menino, A cera que ficou por modelar!
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June 25 Ciranda Poética - Criança![]() Criança
Um sorriso num rosto de criança Acalentada ao colo de uma mãe, É o quadro mais terno de bonança, A representação de todo o Bem.
Necessita de amor, de confiança, Para enfrentar a vida que lá vem; É futuro ridente, é a esperança, É o melhor que a Humanidade tem!
Águia sem penas, deixem-na brincar, Que um dia bate as asas para voar No seu esplendoroso alvorecer!
É diamante bruto a lapidar, Sendo crime execrando atrofiar Quem afinal nasceu para ascender!
June 17 FLORES![]()
Flores
Feitas de tantas formas graciosas, - Das tulipas aos brincos-de-princesa - Pétalas de veludo, como as rosas, Ou dos jasmins a terna singeleza.
Tingidas de mil cores, são tão vistosas Que os artistas lhes pintam a beleza; Fragrâncias delicadas, preciosas, São símbolos de afecto e de pureza.
Celebram os amores, decoram lares, Ornamentam os deuses, nos altares, Chegando a adornar até a morte!
A Sábia Natureza, no entanto, Efémero criou todo este encanto, Talvez lembrando a nossa própria sorte!
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May 05 Devaneio![]() Devaneio
Nesta noite da minha solidão Já perdera o direito de sonhar; Mas apareceste tu, e foi em vão, Que ousei dos devaneios te afastar.
Porque ao pensar em ti, perco a razão, Restando a emoção para imperar; E quem pode ordenar a um coração Que se afaste do amor, se ele teimar?
Que me importa que digam que é loucura, Se fico repleto de ventura Por te sentir presente, em toda a parte!
Rejeito a lucidez, quero ser louco, Só para crer, ao menos por um pouco, Que aceitas este amor que quero dar-te!
![]() April 19 Amor ao EntardecerAmor ao Entardecer
Onde é que estavas tu, que te não via, Quando por toda a parte procurava, Alguém como tu és, e que eu sentia Carente como eu era, e me chamava?!
Fui fazendo da vida a travessia, Desalentado, pois te imaginava, Na ânsia de encontrar-te, em novo dia, Que nesta escuridão tanto tardava!
E de repente, já no meu sol-pôr, Surgiste tu então, com teu esplendor, E empolgada, entrou minha alma em festa!
Sinto que és a mulher que sempre quis, E apesar da distância, sou feliz Por te dar a ternura, que em mim resta! March 25 Concurso de Poesia - Rascunhos & SentimentosMulher
Um corpo de mulher, que perfeição! Contornos de harmonia e de beleza; Mostrando-se, na própria sedução, A obra genial da Natureza!
Embrulho de mistério, de incerteza, De quase inatingível solução; Mas aquele que alcança tal proeza, Encontra a lava ardente de um vulcão!
Mas mulher é doçura, é sentimento, É coração que aceita o sofrimento Poema por escrever a cada instante!
É também para a alma um lenimento, E quem a quer ter só por um momento, Jamais poderá ser um bom amante!...
March 10 DESTINO![]() Destinos
Quando os nossos destinos se cruzaram, Dei conta que no céu tudo luziu, Parecendo que as estrelas celebraram, Este sonho de amor que em nós surgiu!
Não sei se foi feitiço que lançaram E em nossos corações se reflectiu, Que em ondas de delírio se espraiaram E nem esta distância os impediu.
Mas este estranho amor, desconcertante, Nascido no fulgor daquele instante, Nos tem feito viver num desatino.
Na ânsia de volúpias e desejos, Que havemos de selar em ternos beijos, Nas bodas deste amor clandestino!
February 15 Cónego Miliciano Cónego Miliciano
O Joca é um coronel aposentado, Que já tarde se fez também doutor; Vasculhando os arquivos do passado, Pois do PREC quer ser um historiador.
Nas notícias de então, muito interessado, Pesquisa-as com afinco e com rigor; Buscando até na sede do Bispado Um jornal, o devasso pecador!
Mas ao vê-lo no Paço Episcopal, Despojado do aspecto marcial, Chamou-lhe “Monsenhor”, certa devota.
Ele a benzeu, com ar clerical, E agora só lhe chama o pessoal Cónego Miliciano, por chacota!
January 28 Entender uma Estrela![]() Entender uma Estrela
Contemplando o céu, vi uma estrela, Distinta das demais, magnificente; De todas as que eu vira, era a mais bela, Naquele diadema resplendente.
Havia nela o brilho comovente, Da lágrima num rosto de donzela; E ouvi também uma canção dolente, Que parecia brotar do seio dela.
Meu destino mudou depois de a ver, Ao escutar nessa noite o seu planger, Arrebatado pelo seu esplendor.
Mas só agora aqui vim a aprender, Se a consegui ouvir, e entender, Foi porque olhei para ela com Amor!
January 08 Poema para um Amor Ausente
Poema para um Amor Ausente
Os versos que te fiz, e faço ainda, Desabrocharam deste Amor por ti, Ficando envoltos de ternura infinda, Num sonho enganador, que eu construí.
Eu sei que uma couraça te blinda, E em mero devaneio me prendi, Numa nuvem esperando a tua vinda Onde o teu lindo rosto me sorri!
Desventurado, eu nunca te beijei, A não ser no delírio em que implorei O teu Amor, mas foi só a sonhar!
Não sei se um outro beijo te darei, Mas é nesse afinal, que abrigarei, O carinho que tenho p’ra te dar!
December 01 Subida...ao Supremo!![]() Subida... ao Supremo
Certa vez vi chegar ao Tribunal, Uma jovem franzina e sorridente; Pensei que era estudante liceal, Com ar tão jovial de adolescente!
Era afinal Juiza, e toda a gente, Se rende ao seu encanto natural; Trabalha com afinco e é sapiente, E um cigarrito... o que é que tem de mal?!...
E tal qual como outrora Salomão, Dá sentenças que são uma lição De prudência, saber e humanidade.
E na busca incessante da verdade, - Propósito por si sempre almejado – Até trepou há dias...a um telhado!...
November 19 GATO ESCONDIDO...![]() Gato escondido...
No S. Martinho, o vinho nos exalta, E uns amigos fazem patuscada; O Vítor* Manuel, que nunca falta, Entusiamou-se e fez uma noitada!
Entrou num certo “ sítio “ com a malta, Pondo o carro na cave, que é privada; Conversa com a “ garota” até noite alta, E quando sai, a cave está fechada!
Já de manhã o irmão mandou buscar, As chaves para o carro retirar, E ele pede à esposa esse favor.
Vai ela ao seu casaco!...Mas que horror!... Pois decerto por obra de Satã, Tirou-lhe lá do bolso...um “soutien”!...
*Nome fictício, mas factos reais!
November 09 O VENTO E A DISTÂNCIA![]()
O Vento e a Distância
O nosso Amor nasceu nesta distância
E de longe se foi desenvolvendo,
Porque este espaço mais atiça a ânsia
Desta paixão que os dois estamos vivendo.
Amor retemperado na constância,
Que vai das próprias brumas irrompendo;
Vivendo só de um gesto, ou da fragrância,
Nas palavras que o vento vai trazendo.
E sendo grande o nosso afastamento
Manter-nos-emos firmes mas serenos,
Pujantes, palmilhando estas veredas.
Tu sabes que a distância é como o vento!
Pois que se apaga os fogos mais pequenos,
Mais incendeia as grandes labaredas.
October 23 CIRANDA DE OUTONO
Outono
Outono, cai a folha amarelecida, E as andorinhas deixam os seus beirais, Ficando a Natureza adormecida Como quem espera os gelos invernais.
Mas há mil cores nas tardes outonais Nesta folhagem triste, em despedida, Que despertam nos mais sentimentais Doces enlevos na alma, enternecida.
Também sentia a vida esvaecer, Mas ao ver-te surgir, ao entardecer, Ví as cores se tornarem verde esperança.
E foi assim, que numa tarde mansa, Quando de um Sol poente eu estava à espera, Que sendo Outono, eu vi a Primavera!...
October 21 Sonho de Amor
Sonho de Amor
Desta enorme distância, ilimitada, Cruel que nos afasta no espaço, Fui construindo aos poucos uma estrada De poemas que fazes e te faço.
Da dolorosa ausência, prolongada, Severa, que me nega o teu regaço, Gemendo, fui compondo uma balada De saudade e ternura em que te enlaço.
Sou um devoto e piedoso crente, A venerar a divindade ausente, Entoando-lhe cantos de louvor.
Mas desta dor pungente, angustiante, De te não ter, por tu estares tão distante, Criei um divinal Sonho de Amor!
October 13 Esperando a Noite![]() Esperando a Noite
“ Como quem espera um astro pela noite”… Também eu fico assim, à tua espera, Aguardando que o teu regaço acoite, Meu coração, que em ti se retempera.
Deixa que no teu colo então pernoite O mendigo que tanto te venera; Não consintas, sem ti, que se tresnoite, Vagueando na dor que o dilacera.
Cinge-me contra o peito, apertadinho, Dá-me compreensão, dá-me carinho, E cede-me o teu leito de prazer!
Sem ti, vou-me perder num labirinto, Pois este grande Amor, que por ti sinto, Jamais o pode ter outra mulher!
October 09 Outono Outono
Outono, cai a folha amarelecida, E as andorinhas deixam os seus beirais, Ficando a Natureza adormecida Como quem espera os gelos invernais.
Mas há mil cores nas tardes outonais Nesta folhagem triste, em despedida, Que despertam nos mais sentimentais Doces enlevos na alma, enternecida.
Também sentia a vida esvaecer, Mas ao ver-te surgir, ao entardecer, Ví as cores se tornarem verde esperança.
E foi assim, que numa tarde mansa, Quando de um Sol poente eu estava à espera, Que sendo Outono, eu vi a Primavera!...
October 03 Ponte de Esperança Ponte de Esperança
Ai quem me dera que esta ponte um dia Me deixasse encontrar-te, meu Amor, Que de mansinho então sussurraria Ao teu ouvido cantos de louvor.
Ou neste barco, em tua companhia, Quem me dera a mim ser remador; Recitando encantado Poesia À minha Vénus, cheia de esplendor.
Mas ao ver este lago de águas mansas Renasceram em mim ternas esperanças, Ficando inflamados meus desejos.
De vir a ser um dia o teu barqueiro E num belo romântico cruzeiro, Cobrir-te de poemas e de beijos.
October 01 A Beleza da Noite![]() A Beleza da Noite
Eu sinto calma, quando a noite cai, Após o labutar de um longo dia, Pois só então minha alma se abstrai E em torre de marfim se refugia.
A austera obrigação que em nós recai Não passa de opressora tirania, E esta nossa vida assim se esvai, Numa atroz existência de agonia.
Mas quando a noite cai, e eu me afasto, Do turbilhão insano e tão nefasto, Volto a ser eu, pleno de emoções;
Em contacto contigo aqui me ponho, Sentindo o teu Amor, mesmo que em sonho, E feliz por viver tais ilusões!...
September 25 Horizonte de EsperançaHorizonte de Esperança
Pudesse eu ser o Sol, ó meu Amor, Como tu me intitulas meigamente; Nas tuas mãos depunha o meu calor E dele me aquecia eternamente.
Mas não passo de mero trovador Para exaltar teu halo refulgente; Girando venturoso em teu redor Que o alento me vem de ti somente.
Se o Outono da nossa travessia Te torna a caminhada mais sombria, Confia no brotar da Primavera;
Que já no horizonte se anuncia Pujante e auspiciosa a quem confia Na concretização de uma quimera!
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